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Saiba quanto pode custar produzir e vender a sua electricidade

Em 2008, os consumidores domésticos vão poder ser também produtores e comercializadores de electricidade. Mas, para isso, são precisos investimentos.A chamada «microprodução» pode ser feita através de uma mini-eólica ou de uma mini-hídrica, no entanto, a opção de painéis solares tem sido a apontada como a mais rentável, até porque beneficia da melhor tarifa.

Para incentivar os portugueses, o Governo criou o programa «renováveis na hora» que simplifica o processo de licenciamento e, para o próximo ano, isentou de IRS os rendimentos provenientes desta produção «familiar» de electricidade.

De acordo com as contas da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), para poder produzir energia através da energia solar, o investimento ronda os 32.500 euros. Ou seja, é necessário que compre um equipamento para dispor de água quente solar, que custa entre os 2 mil e 2,5 mil euros, e a instalação dos painéis fotovoltaicos tem um valor de cerca de 30 mil euros.

Amortização em 10 anos

«Considerando assim que cada quilowatt/hora (kWh) será vendido a 65 cêntimos, preço garantido nos primeiros 5 anos mas depois com tendência decrescente, o período de amortização rondará os 10 anos», alerta a associação. No entanto, este prazo «poderá ser um pouco menor se houver ao longo tempo o recurso a benefícios fiscais em sede de IRS, via um eventual empréstimo bancário a pagar ao longo do tempo com juros relativamente baixos».

Para além disso, a Quercus sugere ainda outras facilidades para estes consumidores/produtores. «Esta tarifa podia ser garantida por mais de 5 anos, o IVA na aquisição de equipamentos de energia renovável deveria baixar de 12 para 5% e podia fomentar-se esta proposta também para os pequenos serviços de escritórios», referiu à «Agência Financeira» o vice-presidente da associação, Francisco Ferreira.

Poucos portugueses aderiram aos painéis solares

A Quercus tem assim dúvidas sobre a efectiva aderência à microprodução, uma vez que, Portugal está muito aquém da meta de 1 milhão de metros quadrados (m2) de colectores solares em 2010. «Os portugueses quase não aderiram. Temos apenas cerca de 200 mil m2 de painéis no país», sublinhou o mesmo responsável.

Equipamentos duram 20 anos

Apesar do período de amortização ser longo e dos custos serem elevados, Francisco Ferreira garante que, mesmo assim, «é compensador porque o tempo de vida dos equipamentos solares é de 20 anos».

Quanto às outras possíveis fontes de energia para a microgeração, o responsável diz que «torna-se mais complicado medir os custos». «As estimativas variam muito, mas anda na escalas de vários milhares de euros», acrescentou à «Agência Financeira».

A associação aplaude a recente legislação para este processo que, na sua opinião, «irá sem dúvida iniciar o que se espera que seja uma revolução na produção descentralizada de electricidade». Para além disso, a microprodução vai permitir aos portugueses poupar muito dinheiro, pelo menos aos dispostos a investir.

Fonte: AF


Segunda-Feira, dia 05 de Novembro de 2007

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